
Quem estava à espera de ouvir um sucessor semelhante ao "Magnífico Material Inútil", que se desengane (como eu me desenganei) porque meus senhores, eles saíram da cave da Igreja de Queluz. Há quem saia do armário, há quem saia da cave e deixe para trás o som cru e genuíno. Neste álbum nota-se um maior trabalho de estúdio, com uma grande presença de teclas e riffs mais melódicos.
Pode dizer-se que se trata de um álbum "de verão" com músicas leves e trauteáveis como "São Torpes não é St. Tropez" (que me traz reminescências adolescentes de Sum 41 com vocalistas a intercalar versos entre eles), "Se o variações fosse meu barbeiro" (que já estou a ver as multidões a gritarem por concertos neste país fora). No total, 10 músicas, um disco curto, como disse Jónatas Pires à Blitz "ninguém tem paciência para ouvir discos longos hoje em dia". É um pouco verdade, mas infelizmente deixa aquela sensação no fim do álbum de que queríamos mais.
No entanto, as "witty catchy lines" felizmente, mantêm-se como marca desta jovem banda. O primeiro single "Rei-bã" já mexe por todo o lado, e faz-me lembrar um pouco uma crítica que ouvi a um dos últimos álbuns dos Franz Ferdinand que dizia algo como "é a música que ouves enquanto te estás a vestir para sair à noite".
Ainda estou a tentar decidir se gosto mais desta mudança, ou do álbum antigo, mas suspeito que será a banda sonora deste verão.
Mia

"...14 [16 no total] canções neste primeiro longa duração, tinham a clareza, o humor bem temperado e aquela capacidade de alegre contágio que define o que a música popular aspira a ser: um bálsamo para a aspereza do quotidiano."

Mia
Dado o enorme sucesso do EP foi lançado a semana passada um pequeno álbum, intitulado "Virou!" que está a venda na fnac e vai ser lançado oficialmente dia 11 de Dezembro no musicbox.
A abertura do concerto contou com Os Pontos Negros, prata mais brilhante cá da casa, que puseram o Tivoli a mexer, mesmo para os que os estavam a ouvir pela primeira vez, a abertura ficou a cargo do "Conto de fadas de Sintra a Lisboa" contando com os singles "magnífico material inútil" e "Salomé" e terminando com o já habitual "Armada de pau".

Esta é a capa do novo álbum "Humbug", que foi lançado dia 24 de Agosto. Pessoalmente, depois de o ter ouvido achei que não poderia ser dos Arctic Monkeys porque não é nem de perto nem de longe como qualquer um dos outros do mesmo grupo. É um álbum mais "maduro" (odeio este adjectivo aplicado a bandas e não a fruta), com músicas menos eufóricas e mais apuradas.
